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saber o significado dos termos: Parashá, Haftará
e Maftir,
vide link: PARASHIÔT.
Parashá
Chukát tqj e Parashá
Balak
qlB
Rosh (Líder) Tiago Corrêa
Parashá Chukát tqj
Nm 19:1-22:1
Haftará: Jz 11:1-33
Resumo da Parashá
- A novilha vermelha.
- A morte de Miriam.
- O pecado de Moisés em relação às águas de Merivá.
- Os Edomitas negam passagem pelos seus territórios aos israelitas.
- A morte de Aharon (Arão).
- Israel destrói os cananeus e suas cidades.
- A murmuração dos israelitas, o envio das serpentes venenosas e a confecção da Serpente de Bronze.
- Israel vence os amorreus e Ogue, rei de Basã.
Cap 19
Vide versos 1,2,9,11-13 - As cinzas da Pará Adumá, de madeira de cedro, de hissopo e de carmesim, misturadas à uma porção de água, formariam as hdn ym Mê Nidá “Águas Purificadoras”, as quais seriam utilizadas para purificar alguém após seu contato com um cadáver. Vemos no preceito da separação da Pará Adumá (vaca vermelha) um exemplo de Chuká (Estatuto) que, segundo estudiosos, são leis que devemos cumprir sem discussão, ainda que não compreendamos seu motivo. A razão desta mitsvá (mandamento) é um segredo que D-us não quis revelar. Embora devamos sempre buscar os Taamê HaMitsvôt (razões dos mandamentos), precisamos lembrar-nos de que nossas interpretações não são definitivas, mas constantes buscas por compreensão, além do que, nossa capacidade intelectual é limitada. O rabino Menahem M. Diesendruck afirmou: “O motivo principal na prática do judaísmo é a ordem do Eterno; isto é suficiente. Os motivos que atribuímos às determinações variam de uma geração para a próxima, assim como muda a qualidade do nosso discernimento. Mas o cumprimento em si é imutável, por emanar de um eterno e imutável Criador.” (Torá - A Lei de Moisés - Ed. Sêfer, pg. 449).
As cinzas da novilha vermelha poderiam purificar ritualmente alguém, mas não sua consciência, o que só o Messias seria capaz de realizar. Em Hebreus 9:9-15 está escrito: “Se a aspersão do sangue de bodes e de touros, e das cinzas de uma novilha santifica os contaminados, quanto à purificação da carne, quanto mais o sangue do Messias, que pelo Espírito eterno se ofereceu a si mesmo imaculado a D-us, purificará a nossa consciência das obras mortas, para servirmos ao D-us vivo? Por isso Ele é o mediador de uma nova aliança, para que, intervindo a morte para remissão dos pecados que havia sob a primeira aliança, os chamados recebam a promessa da herança eterna”.
Cap. 20
Nos versículos 2 a 5, vemos o povo levantando-se contra Moshe (Moisés) e Aharon (Arão) por causa da ausência de água. O verso 6 nos mostra que Moshe e Aharon inicialmente tomaram a atitude correta: humilharam-se perante o Senhor.
Após esta sábia atitude, receberam de D-us a instrução de como proceder (v.8): [lsëla µtrbd Dibartem el-séla “falareis à rocha”.
Entretanto, infelizmente, Moshe (v.11): [lshëta Jy Yár et-haséla “feriu a rocha”. Segundo os eruditos judeus, além de desobedecer ao Senhor, não cumprindo Sua ordem, Moshe deveria ter falado: “o Eterno fará brotar água para vós!”, pois pelo conjunto de suas palavras e atitudes, poderia parecer ao povo que ele e Aarão possuíam poderes sobrenaturais. Ele não deixou claro Quem faria o milagre, não exaltou o Eterno perante os israelitas. Aprendemos que as lideranças devem sempre manter-se atrás de D-us, evidenciando e exaltando a Ele, e não a si próprios, o que lhes levaria à queda.
Nos versos 12 e 13 podemos notar que Moshe e Aaron, por não haverem santificado o Eterno perante Israel, não alcançariam a bênção de levar o povo à Terra Prometida (vide Dt 3:26). Vemos adiante o cumprimento da sentença divina: a morte de Aharon (vv.22-29) e a morte de Moshe (Dt 34:1-8).
D-us castigou rigidamente a Moshe e Aharon, afim de mostrar aos israelitas que eles não estavam “acima da Lei”, podendo cometer abusos de autoridade. A punição também serviu para: a) mostrar aos israelitas que os líderes devem ser os primeiros a obedecerem a D-us, dando bom exemplo; b) impedir que Moshe e Aharon fossem posteriormente idolatrados ou tidos como homens perfeitos.
Uma das provas de que a Bíblia é uma obra inspirada, é que revela virtudes e defeitos de homens piedosos, e ainda suscita ensino a partir destas falhas, o que numa biografia comum não ocorre.
No verso 13, encontramos a expressão hebraica hbyrm (Merivá), que significa “disputa”, “contenda”, “pois wbr (Ravú) contenderam os filhos de Israel com o Eterno...”.
Parashá Balak qlb
Nm 22:2-25:9
Haftará: Mq 5:6-6:8
Resumo da Parashá
- Balak (Balaque), rei dos Moabitas, sabendo da derrota dos amorreus, pede a Bilam (Balaão) que amaldiçoe Israel para que ele o vença.
- Bilam consulta a D-us e recebe Sua resposta. Bilam parte com os príncipes de Balak.
- O episódio do Anjo do Senhor e a jumenta de Bilam.
- Bilam abençoa a Israel.
- Os israelitas prostituem-se com as mulheres moabitas. D-us se enfurece e lança uma mortandade sobre Israel. Pinchás (Finéias) mata um israelita rebelde e sua companheira midianita. Cessa a mortandade que feriu vinte e quatro mil israelitas.
Cap. 22
v.2-4- Balak, rei dos moabitas, temeu que o que ocorreu aos amorreus, acontecesse também com seu povo.
v.5-6- Balaque, tentou, para enfraquecer Israel e vencê-lo, usar do poder da maldição e das palavras malignas. No verso 6 ele pede:ylëhra Ará-Li “Amaldiçoa para mim”. De acordo com alguns estudiosos, a raiz hebraica rra Arár (Amaldiçoar) sig.: “prender (por encantamento)”, “cercar com obstáculos”, “deixar sem forças para resistir”. Balaque queria “deixar Israel sem forças para resistir”, para que, como disse Balak (v.6): "talvez assim... possa feri-lo e expulsá-lo da terra”. Hitler usou de palavras malignas contra o povo judeu para tentar enfraquecê-lo socialmente, e após isto, tentar impetrar sua “solução final” para o “problema judaico”.
v.7-12 – Bilam ao ver o preço dos feitiços, consultou a D-us para saber se amaldiçoaria a Israel ou não. Bilam também ouvia a voz de D-us, embora fosse infiel e um profeta pagão. A resposta foi clara (v.12): “Não irás com eles, nem amaldiçoarás o povo, porque é bendito”. Despediu Bilam os mensageiros de Balak.
v.15-19 - Balak tornou à enviar mensageiros à Bilam, munidos de mais riquezas e honrarias. Bilam vendo o dinheiro, ao invés de insistir em despedir os mensageiros, foi consultar novamente ao Senhor. v.20-21 – D-us, contrariado, disse-lhe que fosse com os mensageiros mas fizesse apenas o que Ele lhe ordenasse. Bilam, no dia seguinte, tomou sua jumenta e foi.
v.22-41 – O Anjo do Senhor levantou-se para matá-lo (v.33). A mula de Bilam, vendo o Anjo, desviou-se dele até que em certo momento, estando cercada, deixou-se cair sob o profeta. Este espancou-a e D-us abriu-lhe a boca para que falasse. Bilam viu o Anjo e ouviu que não foi morto por causa do animal. Bialm recebe a ordem do Anjo de ir com os homens, mas falar apenas o que lhe fosse ordenado.
Vemos em II Kêfa (Pedro) 2:15-16 outra menção da cobiça de Bilam às riquezas que lhe foram oferecidas para fazê-lo pecar: "Eles, deixando o caminho direito, desviaram-se, tendo seguido o caminho de Bilam, filho de Beor, que amou o prêmio da injustiça, mas que foi repreendido pela sua transgressão: um mudo jumento, falando com voz humana, impediu a loucura do profeta".
Cap. 23
Balak levanta 7 altares e oferece neles sacrifícios. Bilam profere a 1ª palavra profética – v.7-11.
Balak levanta novamente 7 altares e oferece sacrifícios. Bilam profere a 2ª palavra profética – v.18-24.
Balak pela 3ª vez levanta 7 altares e oferece neles sacrifícios. – v.28-29.
Vemos em Mishlê (Provérbios) 26:2 que "... a maldição sem causa não encontra pouso”.
Cap. 24
Bilam profere a 3ª palavra profética – v.3-9. Ma tovu (v.5), tornou-se uma declaração milenar no meio do povo judeu, sendo pronunciada constantemente nas sinagogas.
Bilam profere a 4ª palavra profética – vv.14-19. Bilam profere sua 5ª palavra profética – vv.20-24.
Cap 25
vv.1-3 – Bilam, sabendo que por maldição Israel não seria enfraquecido, aconselhou aos moabitas à entregarem suas filhas aos israelitas para lhes perverterem. Bamidbar (Nm) 31:16 diz: "Foram elas que, por conselho de Bilam, levaram os filhos de Israel a serem infiéis ao Senhor no caso de Peor, pelo que houve aquela praga entre a congregação do Senhor". Aprendemos com isso que o pecado leva à derrota. Enquanto os filhos de Israel permaneceram em santidade, as maldições não encontraram pouso e não lhes puderam tocar, mas quando eles abriram brechas espirituais através do pecado, a degradação veio, bem como a manifestação da ira Divina.
vv.5-9 – Possivelmente, o israelita que trouxe sua companheira moabita perante Moisés, fê-lo para desmoralizá-lo perante a Congregação, pelo fato deste ser casado com Tsípora, uma midianita (Ex 2:15b,6,21). Pinchás (Finéias), teve zelo de D-us e executou o rebelde e sua mulher, pondo fim àquela profanação. Como conseqüência, cessou o Eterno a praga que lançara sobre os israelitas.
Pinchas teve zelo por Seu D-us, por sua fé e por sua liderança. Na próxima parashá veremos como D-us o galardoou por sua fidelidade.
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